Saúde da Mulher e o Câncer Ginecológico

Como fazer a prevenção de câncer ginecológico?

Dentre os exames mais utilizados e com eficácia comprovada para a prevenção de câncer ginecológico na mulher, destacam-se:

  • Exame de Papanicolau (Colpocitologia oncótica) do colo do útero para rastreio do colo uterino e vagina,
  • Mamografia convencional ou digital com o objetivo de triagem e diagnóstico precoce do câncer de mama.

Principalmente, no período após a menopausa, a ultrassonografia pélvica exerce também papel importante como método para diagnóstico do câncer uterino de endométrio.

No caso do câncer de ovário, não existe nenhum meio eficaz para rastreio deste tipo de neoplasia.

Os exames de sangue

Existem também alguns exames de marcadores tumorais no sangue que poderão ser solicitados, porém, apresentam baixa sensibilidade ou especificidade, tendo alguma importância em casos de maior risco para o câncer ginecológico. São eles: alfafetoproteina, CEA (antígeno carcinoespecifico), CA 125, CA15.3, CA19.9, entre outros.

O auto exame e a visita ao ginecologista

O exame de ultrassonografia mamária não está indicado como método de rastreio e prevenção do câncer de mama. Neste sentido recomenda-se realizar o exame clínico das mamas pelo médico, assim como o autoexame dos seios pela própria paciente. O risco de neoplasia maligna da mama aumenta sempre, com o decorrer da idade mais avançada.

O exame do Papanicolau

O exame de Papanicolau também chamado de “Colpocitologia Oncótica” é realizado com o objetivo de prevenção do câncer do colo do útero, diagnosticando possíveis alterações no colo uterino e na vagina.

Este exame visa detectar a presença e ausência de células neoplásicas ou sinais de malignidade.

O agente desencadeador do câncer do colo uterino, em mais de 90% dos casos, é a presença, no trato genital inferior, do vírus HPV (papiloma vírus humano), que pode ser diagnosticado neste exame.

No Papanicolaou pode ser visto também se há algum tipo de elemento ou corrimento patológico (anormal), que pode causar infecções, com a necessidade de ser tratado, ou se apenas a flora biológica habitual (fisiológica-normal).

Em que condições pode ser realizado?

Existem algumas condições previas para colher este exame: não ter tido relação sexual, não ter feito ducha-lavagem na vagina, não ter aplicado creme vaginal, não estar menstruada.

Recomenda-se repetir o exame anualmente, principalmente em mulheres com atividade sexual presente. Fazendo assim, a mulher estará se prevenindo de uma ocorrência que aparece com frequência por falta de prevenção adequada.

Onde aparece o câncer ginecológico?

O câncer ginecológico, ou neoplasia maligna, no aparelho genital feminino pode estar localizado no útero, trompas, ovários, vagina, vulva ou mamas. Como todo tumor maligno do organismo o importante é descobrir o problema numa fase inicial da doença permitindo assim um adequado tratamento, recuperação e possibilidade de cura.

O tumor ginecológico mais frequente é o de mama sendo também a segunda causa geral de óbito em mulheres. Só perde para as doenças cardiovasculares que atingem a mulher principalmente após os 50 anos de idade. Portanto, nesta faixa etária, especialmente, será muito importante você cuidar de sua saúde. Deve procurar fazer atividade física regular, ter alimentação saudável, fazer exames clínicos periódicos e preventivos como a mamografia, além auto examinar periodicamente suas mamas.

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O fator genético

No Câncer de mama o risco aumenta muito se houver casos na família, de parentes em primeiro grau afetado (mãe, irmã).

O segundo câncer genital de maior frequência na mulher é o do colo uterino, aparecendo em mulheres mais jovens, se comparado com relação ao de mama. Para o diagnóstico e prevenção deste tipo de neoplasia recomenda-se fazer regularmente o exame de Papanicolaou. Assim se poderá detectar a possível presença do vírus HPV (papilomavirus) no trato genital, pois é este o agente desencadeador da neoplasia cervical uterina.

Fatores de risco para o câncer ginecológico

Câncer de mama: histórico familiar, idade, ausência de gestações e de aleitamento materno, obesidade. Câncer de útero: obesidade, diabetes. Câncer de colo uterino: início da atividade sexual precoce, múltiplos parceiros, doenças sexualmente transmissíveis principalmente causada pelo vírus HPV.

Quando acontece o câncer de mama?

O Câncer de Mama é uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que forma um tumor. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns se desenvolvem rapidamente, outros não.

Tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, o câncer de mama responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano.

Não existe uma causa única para o Câncer de Mama, que é mais comum em mulheres (apenas 1% dos casos são diagnosticados em homens) e tem na idade um dos mais importantes fatores de risco para a doença.

Cerca de quatro em cada cinco casos (80%) ocorrem após os 50 anos. O Câncer de Mama de caráter genético/hereditário corresponde a apenas 5% a 10% do total de casos da doença.

Fatores relacionados ao Câncer de Mama:

Fatores ambientais e comportamentais

Obesidade e sobrepeso após a menopausa; sedentarismo (não fazer exercícios); consumo de bebida alcoólica; mulheres com alta densidade mamária (alta concentração de tecido mamário); exposição frequente a radiações ionizantes (Raios-X);

Fatores da história reprodutiva e hormonal

Primeira menstruação (menarca) antes de 12 anos; não ter tido filhos; primeira gravidez após os 30 anos; não ter amamentado; parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos; uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona); ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.

Fatores genéticos e hereditários:

História familiar de câncer de ovário; vários casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos; história familiar de câncer de mama em homens; alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.

*A mulher que possui um ou mais desses fatores genéticos/ hereditários é considerada com risco elevado para desenvolver câncer de mama.

Estima-se que 30% dos casos de Câncer de Mama possam ser evitados quando são adotadas práticas saudáveis como: praticar atividade física; alimentar-se de forma saudável; manter o peso corporal adequado (pode reduzir em até 30% o risco de câncer de mama); evitar o consumo de bebidas alcoólicas; amamentar.

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Sintomas do câncer de mama

Os principais sinais e sintomas do Câncer de Mama são: caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor; pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito (mamilo); pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço; saída espontânea de líquido dos mamilos.

O Câncer de Mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura.

Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.

É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.

Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado segundo o INCA – Instituto Nacional de Câncer que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) a cada dois anos.

Importância da mamografia

Mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de identificar alterações suspeitas. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas.

Mulheres com risco elevado para Câncer de Mama devem conversar com o seu médico para avaliação do risco para decidir a conduta a ser adotada.

No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde é a realização da mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) em mulheres de 50 a 69 anos, uma vez a cada dois anos. A mamografia de rastreamento pode ajudar a reduzir a mortalidade por Câncer de Mama.

A mamografia diagnóstica, assim como outros exames complementares com finalidade de investigação de lesões suspeitas da mama, pode ser solicitada em qualquer idade, a critério médico.

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