Você sabe o que é a violência obstétrica?

Esse termo “violência obstétrica” é uma expressão utilizada para representar abusos e desrespeitos sofridos pelas gestantes durante o parto por profissionais e instituições de saúde.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o termo refere-se à “apropriação do corpo da mulher e dos processos reprodutivos por profissionais de saúde, na forma de um tratamento desumanizado, medicação abusiva ou patologização dos processos naturais, reduzindo a autonomia da paciente e a capacidade de tomar suas próprias decisões livremente sobre seu corpo e sua sexualidade, o que tem consequências negativas em sua qualidade de vida”.

O alto índice de cesarianas no Brasil pode também configurar algum tipo de violência obstétrica pois as “cesarianas desnecessárias” expõem a mulher a três vezes mais o risco de morte por parto.

O mais recomendado seria a mulher procurar um médico obstetra de sua escolha já́ antes de engravidar para uma possível criação de vínculo, empatia, afinidade, relação de confiança e que este médico pudesse fazer o seu parto.

Durante o pré-natal a mulher deve procurar, com o auxílio do médico, esclarecer as suas dúvidas, questionamentos e conversar sobre seu plano de parto previamente, sendo que este deverá ser encarado como uma manifestação de vontade e não uma exigência inegociável.

Em que situação se dá uma violência obstétrica?

Por vezes, uma intervenção médica necessária naquele momento poderá ser chamada de “violência obstétrica”.

Portanto, realizar uma adequada preparação ao trabalho de parto e ao parto normal realizada durante o pré-natal é uma excelente estratégia para aumentar o sucesso e satisfação com a tentativa de parto normal.

Curso de gestantes, leituras apropriadas, e passar em consulta para avaliação com uma fisioterapeuta obstétrica especializada durante a gestação podem ser ferramentas importantes para o correto conhecimento e preparação da gestante quanto ao processo do nascimento e da amamentação materna.

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O conceito de humanização do parto

O novo conceito de Humanização do Parto inclui a Autonomia da gestante e do casal que devem ter suas vontades e desejos respeitados. Engloba uma relação de respeito, a naturalidade do parto com menos atitudes intervencionistas e o protagonismo da mulher.

Violência obstétrica pode ser considerada quando a paciente não tem seus direitos ou vontades atendidas, exceto em situações de urgência ou emergência, onde o médico terá́ de atuar de acordo com seu conhecimento científico, visando evitar danos para a mãe ou o bebê.

Um médico para se tornar obstetra estuda e pratica a medicina por cerca de 8 a 10 anos no mínimo, além da necessidade de constante atualização. Sua opinião e parecer deverá ser ponderado pela gestante e casal.

Termo de consentimento

Neste contexto, é recomendado fazer que a gestante sempre assine sempre antes o “Termo de consentimento, esclarecimento livre e informado” onde será́ informado sobre o parto a que será submetida, e tem por finalidade esclarecer e explicar a natureza desse procedimento, suas consequências e riscos, eventuais complicações, para sua ciência e autorização e para que o procedimento seja realizado com segurança.

O médico que realiza a assistência ao parto tem a função e responsabilidade de promover as melhores condições assim como tomar as melhores decisões para a gestante e o bebê naquele momento, com a possibilidade de ser responsabilizado se algo der errado.

Assim, é recomendado que as decisões e atitudes sejam tomadas “em conjunto” de comum acordo visando sempre, em primeiro lugar, a SEGURANÇA da mãe e do bebê em todo processo. Um verdadeiro trabalho em equipe.

Lembre-se: O médico obstetra é seu aliado neste momento de vida tão especial, agindo como um vigilante na segurança do binômio materno-fetal!

Uma boa relação médico-paciente ainda é a melhor estratégia para se obter os melhores resultados, satisfação com o atendimento realizado e a prevenção de desavenças.

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