Muito tempo na frente do computador pode afetar crianças e jovens

A tecnologia atual disponível para telas e mídias em geral oferece benefícios, mas também pode trazer RISCOS para a saúde de crianças e adolescentes.

Quais são os riscos?

Ficar muito tempo expostos às telas de computador, celular e tablet, por crianças e adolescentes, pode afetar o sono, a atenção, o aprendizado, o sistema hormonal (com risco de obesidade), a regulação do humor (com risco de depressão e ansiedade), o sistema osteoarticular, a audição e a visão.

Também há riscos de maior exposição a grupos com comportamentos de risco e a contatos com desconhecidos, com possibilidade de acesso a comportamentos de auto agressão, tentativas de suicídio e crimes de pedofilia e pornografia.

O ALERTA é da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), que lançou, recentemente, a publicação “Uso saudável de telas, tecnologias e mídias nas creches, berçários e escolas” com o objetivo de compartilhar conhecimento científico com pedagogos, professores e educadores a respeito do uso correto da tecnologia para o desenvolvimento neuropsicomotor satisfatório na infância e na adolescência.

Quanto tempo meus filhos podem ficar na frente das telas de computador, tablet e celular

A recomendação de exposição a mídias para crianças MENORES de DOIS ANOS é tempo zero, pois as evidências das pesquisas mostram que as interações sociais com os cuidadores são muito mais eficazes e estimulantes para o desenvolvimento da linguagem, da inteligência, da interação social e das habilidades motoras.

Para CRIANÇAS de dois a cinco anos de idade, a recomendação é de uma hora por dia de permanência, somando o tempo à frente de computadores, televisões, celulares, tablets e videogames. Acima dessa idade é recomendável um tempo de até no máximo duas horas. O acesso deve ser monitorado e permitido apenas ao que é liberado para cada idade, respeitando-se a classificação indicativa, além de evitar conteúdos de violência, sexual e de comportamentos inadequados.

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Como monitorar e controlar?

A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) recomenda que as escolas e as famílias possam atuar em conjunto com as equipes de saúde no sentido de monitorar rigorosamente o tempo de exposição à tela, em casa e na escola, de forma que a soma NÃO ULTRAPASSE o limite recomendado. 

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